sábado, 12 de junho de 2010

Coreia do Sul aproveita erros gregos e ganha 1ª da Copa

A Grécia não é sombra da equipe campeã da Eurocopa-2004. Neste sábado, os comandados do técnico Otto Rehhagel foram amplamente dominados pela Coreia do Sul, que alcançou, sem muito esforço, o placar de 2 a 0, no estádio Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth, na abertura do grupo B da Copa do Mundo.

O resultado traz um ânimo maior aos asiáticos na briga pela vaga às oitavas de final. Agora, a Coreia do Sul fica na expectativa pelo resultado de Argentina e Nigéria, os outros integrantes da chave, que atuam ainda neste sábado.

Foto: Roberth Romano/Ultra-X Images

O craque do time Park (Ji Sung) vibra com o segundo gol, que decretou mais uma derrota da Grécia na sua curta história nos Mundiais

A Grécia, em contrapartida, segue vítima de um desempenho pífio em Copas do Mundo. Em sua segunda participação, o país ainda busca o primeiro gol na história da competição.

A próxima rodada do grupo B está marcada para quinta-feira. A Grécia enfrenta a Nigéria, em Bloemfontein, enquanto a Coreia do Sul mede forças com a Argentina, em Johanesburgo.

O Jogo – O confronto na cidade de Port Elizabeth ofereceu um duelo de estilos. Nos minutos iniciais, já era possível perceber que a Grécia iria insistia nas jogadas aéreas, enquanto a Coreia do Sul apostava na conhecida correria asiática.

Curiosamente, os gregos foram penalizados com o próprio veneno. A Coreia do Sul abriu o placar justamente em um levantamento para a área. Aos sete minutos, Young-Pyo bateu falta da esquerda, Katsouranis deu um leve desvio que matou a própria defesa e Jung-Soo apareceu no segundo pau para completar de perna direita.

Dono de um envolvente toque de bola, o time asiático tinha o domínio das ações. Aos 15 minutos, os sul-coreanos ainda reclamaram de um pênalti. Chu-Young invadiu a área pela direita e caiu após contato com Torosidis. O árbito Michael Hester considerou o lance normal.

Pouco depois, os sul-coreanos foram novamente ao desespero. Desta vez, a arbitragem marcou uma falta duvidosa de ataque de Park Ji-Sung, que entrava livre na área. O jogador do Manchester United não conseguiu entender a decisão e sorriu ironicamente para o apitador da Nova Zelândia.

No momento em que a bola rolava sem a influência da arbitragem, a Coreia do Sul assustava. Aos 27 minutos, o veloz Chu-Young foi lançado nas costas da zaga por Park Ji-Sung e chutou pressionado por Vyntra. O goleiro Tzorvas operou um verdadeiro milagre com os pés.

No começo do segundo tempo, a Grécia apostou em uma substituição para mudar o panorama desanimador dos 45 minutos inicias. Patsatzoglou entrou na vaga de Karagounis. Mas um vacilo absurdo na defesa abalou os europeus e proporcionou o segundo gol dos sul-coreanos. Vyntra errou justamente na frente de Park Ji-Sung. O astro do Manchester United carregou a bola e, com a frieza aprendida na Inglaterra, tocou na saída de Tzorvas.

No desespero, a Grécia queimou suas últimas alterações. Salpingidis e Kapetanos foram as novidades do técnico Otto Rehhagel e melhoraram a movimentação ofensiva. Aos 35 minutos, o goleiro Sung-Ryong finalmente teve trabalho no chute de Gekas.

No contra-ataque, a Coreia do Sul também poderia ter marcado o terceiro. Chu-Young bateu colocado da entrada da área e observou ótima defesa de Tzorvas no canto esquerdo. Ainda assim, os asiáticos comemoraram o justo triunfo na estreia do Mundial.


Ainda não temos o vídeo dos gols.


GRUPO D

Alemanha [Favorito]
Pelo tetra, mesmo sem Michael Ballack

O craque
Bastian Schweinsteiger, 25 anos
Bayern de Munique (Alemanha)
Na ausência de Michael Ballack, cabe a "Schweini", como é conhecido, a responsabilidade de coordenar o meio-campo alemão. No começo da carreira, atuava mais adiantado, próximo aos atacantes, e era criticado pelo ímpeto ofensivo. Agora, mais maduro, joga mais recuado e dá qualidade à saída de bola alemã.
A contusão do capitão Michael Ballack a um mês da abertura da Copa foi um baque para a Alemanha. "Estamos em choque", disse o treinador Joaquim Löw ao receber a notícia. Numa infeliz coincidência, o responsável pela ruptura dos ligamentos no tornozelo direito de Ballack foi o ganense Kevin Boateng, cujo irmão, Jerome, é lateral direito do onze germânico. É uma situação que incomoda na fase de preparação, mas que parece não enfraquecer a tradição de uma equipe sempre forte, em busca do tetracampeonato mundial. Convém lembrar que a Alemanha é especialista em atropelar os superfavoritos, como aconteceu contra a Hungria de Puskas, em 1954, e contra a Holanda de Cruyff, em 1974.


Fique de olho
Philipp Lahm, 26 anos
Bayern de Munique (Alemanha)
É um dos melhores laterais do mundo. Joga pelos dois lados e apoia o ataque com eficiência.










Gana [Surpresa]
Força africana com muito toque de bola

Estreantes e donos da seleção mais jovem da Copa do Mundo de 2006, os ganenses chegam a seu segundo Mundial com o objetivo claro de ir além das oitavas de final. Há imensas qualidades numa das equipes africanas mais aplicadas taticamente, coisa rara no futebol do continente. Falta habilidade, mas há compensação: muito toque de bola e força física. O ponto alto do time é o meio-campo forte e combativo, era comandado por Michael Essien (desfalque na seleção por lesão), um dos principais jogadores africanos que atuam na Europa. O ataque, porém, é frágil. Não espere, portanto, dribles desconcertantes nem futebol alegre.

Fique de olho
Asamoah Gyan, 24 anos
Stade Rennais (França)
Não se deixe confundir pelo número 3 da camisa: Gyan é atacante e a principal esperança de gols.










Sérvia [Zebra]

Enfim, um só país

O craque
Nemanja Vidic, 28 anos, zagueiro central do Manchester United, é considerado um dos melhores do mundo na posição. Forte pelo alto e firme na marcação por baixo, ganhou respeito pelas boas campanhas no clube inglês.
Depois de mais uma separação entre países do que um dia foi a Iugoslávia, a Sérvia chega a seu primeiro Mundial devidamente independente – em 2006, ainda era Sérvia e Montenegro, e foi o saco de pancadas do seu grupo (perdeu da Argentina por 6 a 0). O time vai à África do Sul com uma base mais forte e ofensiva que a da Copa passada. Dirigida por Radomir Antic, de 61 anos, ex-treinador do Real Madrid e do Barcelona, a seleção surpreendeu ao vencer seu grupo nas eliminatórias e jogar a França para a repescagem. Agora, espera apagar a má impressão deixada na última Copa.


Austrália [Zebra]
Consistência na zaga



O craque
Harry Kewell, 31 anos, do Galatasaray, da Turquia, tem habilidade rara para os padrões australianos. Excelente driblador e finalizador, atua bem em qualquer posição do meio-campo, assim como na frente, de segundo atacante.

A seleção australiana chega a sua terceira Copa, a segunda consecutiva, com a sensação de que pode mais do que na Alemanha, em 2006. Da base montada por Guus Hiddink há quatro anos, Pim Verbeek, seu substituto, perdeu o centroavante Mark Viduka, aposentado, que deixou um vazio no ataque dos Socceroos. A defesa é consistente, liderada pelo experiente goleiro Mark Schwarzer. Apesar de azarões, não é difícil acreditar que, mais uma vez, os Cangurus consigam virar um outro animal, de listras brancas e pretas.

GRUPO C

Inglaterra [Favorito]
Futebol inglês com tempero italiano

O craque
Wayne Rooney, 24 anos
Manchester United (Inglaterra)
Desde os 16 anos, este forte e corpulento atacante já despontava como um dos maiores do planeta. Seu chute é potente e preciso, sua arrancada, fulminante, além de ele crescer em jogos decisivos - mas se irrita com facilidade. O problema: chega à África do Sul em recuperação de uma lesão no tornozelo direito.
Dois anos atrás, a seleção da Inglaterra assistia pela TV à Eurocopa. Desapontados por não terem se classificado para o torneio, os ingleses lamentavam o fim da geração de ouro liderada por David Beckham, no campo e no marketing. Hoje, raros são os analistas que não põem o time entre os favoritos em 2010. O motivo? O técnico italiano Fabio Capello. Ele devolveu o moral à equipe, controlou brigas e impediu que o escândalo do jogador que teve um caso com a mulher de outro demolisse a coesão da equipe. Há excelentes nomes na defesa (Terry, o que teve uma relação extraconjugal com a esposa do lateral Bridge, e Ferdinand), no meio de campo (Gerrard e Lampard) e no ataque (o destaque é Rooney).


Estados Unidos [Surpresa] É o caso de repetir Obama: Sim, eles podem

O craque
Landon Donovan, 28 anos
Los Angeles Galaxy (Estados Unidos)
Meia-atacante experiente, com passagens frustrantes pela Alemanha e a caminho de sua terceira Copa do Mundo consecutiva. Rende bem pelos lados do campo ou atrás do principal atacante. Polêmico, foi contra a contratação de David Beckham pelo Galaxy. Dado a arroubos preconceituosos, costuma ter problema com jogadores latinos.
A surpreendente campanha dos Estados Unidos na Copa das Confederações, quando eliminaram a Espanha nas semifinais e abriram 2 a 0 no Brasil na decisão (perderam por 3 a 2), deixou a impressão de que o país finalmente entendeu o que é futebol. Boa parte dos jogadores atua em clubes europeus e tem experiência de já ter participado de outras Copas. O destaque é o espírito de equipe. São candidatíssimos a uma vaga nas oitavas de final. Futebol nos Estados Unidos já não é piada. Os ingleses têm uma brincadeira - dizem que caíram no melhor grupo desde os Beatles. É bom ficarem atentos aos americanos.


Fique de olho
Jozy Altidore, 20 anos
Hull City (Inglaterra)
É a grande esperança de gols do time. Mal comparando, descontada a genialidade, tem o estilo de Ronaldo Fenômeno quando este era magro.






Foto: Roberth Romano/ Ultra-X Images



Eslovênia [Zebra]

Ferrolho na retranca

O craque
Robert Koren, 29 anos, é o capitão esloveno. Funciona como uma espécie de marcador de ritmo no meio-campo. Se está bem, o time rende. Quando bem marcado, desaparece em campo e derruba o rendimento.
Nas eliminatórias, a Eslovênia - ex-República da Iugoslávia - venceu o futebol tradicional de checos e poloneses. Ficou em segundo lugar, atrás apenas da Eslováquia em seu grupo, e foi para a repescagem contra a poderosa Rússia. O time não é espetacular, mas chega à segunda Copa. Treinada por Matjaz Kek, de 48 anos, um especialista em táticas, a equipe se destaca pela defesa forte, que sofreu apenas seis gols em doze jogos na fase de classificação.




Argélia [Zebra]
Jogo à francesa


O craque
Karim Ziani, 27 anos, rende bem em qualquer posição do meio-campo e chama atenção pelas arrancadas em direção ao gol, seja pelo meio, seja pelos lados do campo. Erra muito quando quer resolver a partida sozinho.
A chave para o retorno argelino a uma Copa 24 anos depois de sua última aparição reside na diáspora de jogadores nascidos na França, filhos de argelinos. Ao contrário de Zidane, eles preferiram honrar a origem de seus pais a vestir o azul francês. Comandado por Rabah Saadane, de 64 anos, o mesmo técnico de 1986, o time surpreendeu ao tirar o Egito do Mundial e se tornar o único representante da África muçulmana. Se corrigir a falta de poder ofensivo, pode arrancar pontos dos adversários.



GRUPO B
Argentina [Favorito]

O peso de ter o melhor jogador do mundo

O craque
Lionel Messi, 22 anos
Barcelona (Espanha)
"É um jogador de videogame", disse o treinador do Arsenal, Arsène Wenger, depois de Messi ter feito os quatro gols do Barcelona na vitória de 4 a 1 pelas quartas de final da Liga dos Campeões. As arrancadas fulminantes, o drible e os chutes precisos são recursos que apenas a tecnologia de diversão é capaz de reproduzir. No Barça - apesar da eliminação pela Inter -, Messi fez de tudo, inclusive ganhar o título de melhor do mundo da Fifa em 2009. Pela Argentina, ainda não.
Desde que assumiu o comando da seleção argentina, em outubro de 2008, Diego Armando Maradona convocou 101 jogadores. Mudou o esquema tático em todos os dezesseis jogos e confundiu a cabeça até dos especialistas. Seja qual for o time na estreia, uma única certeza: Lionel Messi estará lá. É, antes do apito inicial, o grande nome da Copa, no mesmo patamar em que estava Ronaldinho Gaúcho em 2006 (o fim dessa história todos nós conhecemos). No Barcelona, Messi tem um time inteiro girando em função de seu talento. Na seleção, não. Cabe a Maradona - imortal no gramado, mortal fora dele - tentar organizar um time que saiba aproveitar as artes do fora de série.


Fique de olho
Carlos Tevez, 26 anos
Manchester City (Inglaterra)
Carlitos funciona como o coração do time. Para ele, não há bola perdida.

Foto: Roberth Romano/ Ultra-X Images










Nigéria [Surpresa]

De volta, mais jovem e perigosa

O craque
Obafemi Martins, 25 anos
Wolfsburg (Alemanha)
Famoso por comemorar seus gols com cambalhotas no ar, o atacante "Oba Oba Martins" é o termômetro da seleção nigeriana. Se está bem, o time arrebenta. Quando some em campo, a equipe patina. Suas marcas registradas são a força física - essencial para ganhar jogadas pelo alto - e os chutes potentes.
Depois de surpreender o mundo em 1994 e 1998, com nomes como os rapidíssimos Amokachi, Yekini e Okocha, a Nigéria volta a uma Copa depois da ausência em 2006. É um retorno marcado por jovens valores em evidência no futebol europeu, como Obafemi Martins e John Obi Mikel. O veterano atacante Nwankwo Kanu - sim, aquele mesmo que tirou o Brasil da final da Olimpíada de 1996 - é reserva de ouro, talismã para momentos difíceis, no segundo tempo. O time terminou em terceiro lugar na Copa Africana de Nações no início do ano.



Grécia [Surpresa]
Milagres acontecem

O craque
Theofanis Gekas, 30 anos, do Hertha Berlin (Alemanha), foi o artilheiro das eliminatórias europeias, com dez gols, e fez carreira na Alemanha. Destaca-se pelo respeito ao esquema de jogo e pela mobilidade, mas peca por não ser bom cabeceador.
A Grécia tem motivos para crer que irá além da péssima campanha em 1994, quando foi eliminada na primeira fase. Parte da equipe que vai à África do Sul participou do surpreendente título da Eurocopa de 2004, quando bateu Portugal em Lisboa. A esperança, agora, é que a equipe de futebol tenha mais solidez que o país, derretendo na crise econômica. Chega forte, depois de tirar da Copa a Ucrânia. A aposta: a retranca armada pelo técnico alemão Otto Rehhagel, de 71 anos, o mais velho no Mundial.



Coreia do Sul [Zebra]
Só correria não basta: O craque
Park Ji Sung, 29 anos, é o maior jogador asiático da atualidade. Apelidado de "Três Pulmões" pelo bom preparo físico e pelas arrancadas, coube a ele substituir Cristiano Ronaldo no Manchester United.

Em sua oitava Copa, a sétima consecutiva, a Coreia do Sul espera, pela segunda vez, passar da primeira fase. Antes, só conseguiu o feito em casa, em 2002. Pela primeira vez desde 1998 treinado numa Copa por um local - Huh Jung-Moo, de 55 anos -, o time tem chances remotas de passar à frente. Os jogadores esbanjam preparo físico e disciplina tática, mas pecam pela falta de força e habilidade, às vezes compensada com violência. O astro Park Ji Sung está em seu melhor momento, mas sozinho não resolverá nada.


sexta-feira, 11 de junho de 2010

França e Uruguai ficam no empate

Após África do Sul e México, ocorreu mais um empate no grupo A da Copa do Mundo nesta sexta-feira. No estádio Green Point, na Cidade do Cabo, França e Uruguai também saíram de campo com apenas um ponto, com o placar ficando em 0 a 0. O resultado deixa África do Sul e México como líderes do grupo, pelos gols marcados.

No início do jogo, foi possível notar que os Bleus apostavam no esquema 4-3-3, adotado pelo time nos últimos amistosos antes da Copa. Já o Uruguai foi a campo com uma postura bastante cautelosa, procurando segurar a partida.

Todavia, isso não impediu que, aos seis minutos, os franceses criassem a primeira chance real de gol da partida. Após ganhar disputa de bola com Mauricio Victorino, Franck Ribéry chegou livre, pela esquerda, e cruzou rasteiro. Todavia, Sidney Govou não conseguiu chegar à tempo, e a bola saiu pela linha de fundo, à direita do gol defendido por Fernando Muslera.

Os Bleus continuaram criando chances aos 10, quando Abou Diaby arriscou chute de média distância, mas a bola saiu alta demais, sem perigo para os uruguaios. Porém, aos 12, um francês sofreu uma punição. Após perder a bola para Diego Pérez, Patrice Evra derrubou o volante uruguaio na tentativa de recuperação, e levou o primeiro cartão amarelo do jogo. Depois, nova chance veio aos 14, quando Nicolas Anelka recebeu bola cruzada e tentou o cabeceio, mas mandou a bola para fora.

O Uruguai, por sua vez, só chegaria com perigo ao ataque aos 16 minutos da etapa inicial. Diego Forlán dominou na entrada da área, driblou a defesa e, evitando a chegada de William Gallas, bateu colocado para a defesa de Hugo Lloris, que espalmou e evitou lance mais perigoso da Celeste Olímpica.

Todavia, logo os franceses voltaram a responder em campo, numa jogada de bola parada. Aos 19 minutos, Yoann Gourcuff cobrou falta da esquerda, colocando a bola no ângulo e exigindo boa defesa de Muslera, que se esticou e espalmou para escanteio.

Aos 31 minutos, uma boa oportunidade para os franceses foi desperdiçada. Abou Diaby fez bom passe, tentando alcançar Govou. No entanto, Nicolas Anelka, que estava em posição irregular, tocou na bola antes, e o árbitro Yuichi Nishimura apitou a irregularidade. Anelka voltaria a interferir aos 43, quando desviou fracamente para fora um cruzamento de Bacary Sagna.

O Uruguai até começou atacando mais na segunda etapa, com chutes de Egidio Arevalo, aos seis minutos, e Forlán, aos sete. Porém, a França respondeu aos 56, quando Jérémy Toulalan arriscou chute de média distância, e a bola veio traiçoeira, após quicar no chão. No entanto, Muslera defendeu, mesmo com dificuldades.

Duas jogadas de bolas paradas representaram as chances seguintes. Aos 15 minutos, em falta cometida por Victorino sobre Patrice Evra, Ribéry partiu para a cobrança, mas mandou a bola para fora. Quatro minutos depois, pela esquerda, Forlán efetuou cobrança de falta, mandando a bola no ângulo direito. Porém, Lloris conseguiu defender.

Uma das grandes chances de gol do jogo, porém, veio aos 28 minutos. E foi uruguaia: aos 28, após cobrança de lateral, a bola foi desviada de cabeça por Luis Suárez, sobrando com Forlán, na entrada da área. E o camisa 10 da Celeste bateu forte e rasteiro, mandando a bola rente à trave direita de Lloris.

Entretanto, o time de Oscar Tabárez sofreu duro golpe aos 36 minutos: Nicolás Lodeiro, que havia substituído Ignacio Gonzalez e já tinha cartão amarelo, deu um carrinho no tornozelo de Sagna, e recebeu o segundo amarelo, sendo expulso de campo pelo árbitro.

Aos 44, Henry reclamou que Victorino teria cometido pênalti, com a bola batendo na sua mão. Yuichi Nishimura nada deu. Falta de Ribéry, aos 48, bateu na barreira. E a Copa do Mundo viu seu segundo empate.

Ficha técnica

Uruguai 0x0 França

Local: Estádio Green Point (Cidade do Cabo)
Data: 11/06, sexta-feira
Árbitro: Yuichi Nishimura (JAP)
Público:
Cartões amarelos: Lugano, Victorino e Lodeiro (Uruguai); Ribéry, Evra e Toulalan (França)
Cartão vermelho: Lodeiro (Uruguai)

França:

1-Hugo Lloris, 2-Bacary Sagna, 5-William Gallas, 3-Eric Abidal e 13-Patrice Evra; 8-Yoann Gourcuff (15-Florent Malouda aos 30'/2º), 14-Jérémy Toulalan e 19-Abou Diaby; 10-Sidney Govou (11-André-Pierre Gignac aos 40'/2º), 21-Nicolas Anelka (12-Thierry Henry aos 27'/2º) e 7-Franck Ribéry. Técnico: Raymond Domenech.

Uruguai:

1-Fernando Muslera, 2-Diego Lugano, 3-Diego Godín e 6-Mauricio Victorino; 16-Maximiliano Pereira, 17-Egidio Arévalo, 15-Diego Pérez (8-Sebastián Eguren aos 42'/2º) e 11-Álvaro Pereira; 18-Ignacio González (14-Nicolás Lodeiro aos 18/2º); 10-Diego Forlán e 9-Luis Suárez (13-Sebastián Abreu aos 29/2º). Técnico: Oscar Tabárez.

Confira os gols:

África do Sul e México ficam no empate


Finalmente começou. Nesta sexta-feira, no estádio Soccer City, em Joanesburgo, pela primeira rodada do grupo A, África do Sul e México empataram em 1 a 1 na partida inaugural da Copa do Mundo. Ao som incessante das vuvuzelas, as duas equipes fizeram um jogo bem movimentado.

Os mexicanos começaram melhor, e apesar da escalação apontar um 4-3-3, na prática eles iniciaram em um 3-4-3. No primeiro lance de perigo da partida, aos dois minutos, Paul Aguilar foi à linha de fundo e cruzou. O goleiro Itumeleng Khune deu rebote e Giovani dos Santos dividiu com o jogador.

Pela direita o México criava as melhores oportunidades, enquanto os sul-africanos sofriam para conseguir sair da defesa. Aos 14 minutos, após outra boa jogada de Aguilar, os mexicanos conquistaram o escanteio. Na cobrança de Giovani dos Santos, o centroavante Guillermo Franco subiu livre, mas cabeceou longe.

O primeiro chute ao gol da África do Sul só aconteceu aos 18 minutos, em uma cobrança de falta de Steven Pienaar. Na sequência, porém, mais uma vez Giovani dos Santos abafou o som das vuvuzelas. No contra-ataque, ele chutou com perigo, por cima do gol sul-africano.

Aos 31 minutos, Guillermo Franco saiu na cara do gol. Após lançamento de Carlos Vela, no centro da área, o centroavante tocou fraco e Khune conseguiu fazer a defesa. Poucos segundos depois, a defesa sul-africana saiu tocando errado e Vela desperdiçou uma boa jogada, mais uma vez pela direita.

Impressionantemente, aos 38 minutos, mais uma vez os zagueiros dos donos da casa erraram a saída de bola. Após outro escanteio, Gerardo Torrado cobrou, Franco desviou de cabeça e Vela abriu o placar. Só que, completamente impedido, teve o gol anulado.

Só aos 41 minutos, finalmente, a África do Sul conseguiu chegar na área mexicana tocando a bola, mas sem criar uma chance de gol. Na sequência, outra boa jogada: Siphiwe Tshabalala cruzou da esquerda e Katlego Mphela, no meio da área, por pouco não alcançou a bola.

Após o intervalo, os Bafana Bafana voltaram melhores, tanto que logo aos dois minutos criaram uma boa oportunidade, após um cruzamento da esquerda, Teko Modise dividiu com o zagueiro, mas a bola saiu pela lateral.

O primeiro gol da Copa do Mundo não demorou para sair. Aos dez minutos, Tshabalala recebeu grande lançamento de Kagisho Dikgacoi. O meia avançou pela esquerda e chutou cruzado, no ângulo do indeciso Oscar Pérez, para marcar um golaço.

A África do Sul seguia melhor na partida, e aos 20 minutos quase ampliou a vantagem. No contra-ataque, Mphela chutou da entrada da área, a bola desviou na zaga e sobrou para Modise, livre, cara a cara com Pérez, tocar de primeira para fora. Quatro minutos depois, o mesmo Modise teve outra boa chance na área e o goleiro mexicano se deu melhor novamente.

A partir da metade da segunda etapa, o jogo ficou mais equilibrado. Os mexicanos voltaram a ter mais posse de bola, como no início do jogo, enquanto os sul-africanos naturalmente recuaram. Com isso, aos 34 minutos, Andrés Guardado levantou a bola na área, a defesa saiu, mas Aaron Mokoena ficou no centro, dando condição a três mexicanos. Rafa Márquez, livre, dominou e chutou na saída de Khune.

Depois do empate, nenhuma das duas equipes se lançou ao ataque. O medo de tomar o segundo era maior do que a vontade de sair de campo com a vitória. Mesmo assim, aos 44 minutos, em um rápido contra ataque, Mphela mandou a bola no pé da trave.
No final, um resultado justo pelo que os dois times produziram ao longo de todo jogo.

Ficha técnica

África do Sul 1x1 México

Local: Estádio Soccer City, Joanesburgo
Data: 11/06, sexta-feira
Árbitro: Ravshan Irmatov (UZB)
Público: 84.490 pessoas
Gols: Tshabalala aos 10’/2T (África do Sul); Rafa Márquez aos 34’/2T (México)
Cartões amarelos: Dikgacoi e Masilela (África do Sul); Juárez e Torrado (México)

África do Sul

16-Itumeleng Khune, 2-Siboniso Gaxa, 20-Bongani Khumalo, 4-Aaron Mokoena e 15-Lucas Thwala (3-Tsepo Masilela no intervalo); 12-Reneilwe Letsholonyane, 13-Kagisho Dikgacoi, 8-Siphiwe Tshabalala, 10-Steven Pienaar (17-Bernard Parker aos 38’/2T) e 11-Teko Modise; 9-Katlego Mphela. Técnico: Carlos Alberto Parreira.

México

1-Oscar Pérez, 12-Paul Aguilar (18-Andrés Guardado aos 10’/2T), 5-Ricardo Osorio, 2-Francisco Rodríguez e 3-Carlos Salcido; 4-Rafa Márquez, 6-Gerardo Torrado e 16-Efrain Juárez; 17-Giovani dos Santos, 11-Carlos Vela (10-Cuauhtémoc Blanco aos 24’/2T) e 9-Guillermo Franco (14-Javier Hernández aos 28’/2T). Técnico: Javier Aguirre.

Confira os gols:

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Guia da Copa


GRUPO A
África do Sul [Zebra]

A esperança que vem das arquibancadas
A África do Sul tem um temor a lhe pesar sobre os ombros: a possibilidade de entrar para a história como o primeiro país-sede a não passar da fase inicial. Carlos Alberto Parreira não esconde os problemas do time. Falta poder ofensivo, e boa parte dos candidatos a titular não joga com frequência por seus clubes. A marcação, em contrapartida, é dura e implacável, a ponto de receber críticas do presidente da Fifa pelo antifutebol e pela escassez de gols. O combustível para o sucesso passa pelo poder das vuvuzelas, as cornetas que atazanam os adversários nas arquibancadas do país, e pela esperança de uma boa surpresa, como a vivida na Copa das Confederações de 2009, quando o time chegou em quarto lugar.

O craque
Steven Pienaar, 28 anos
Everton (Inglaterra)
Mais habilidoso jogador dos Bafana Bafana, o meia atacante Pienaar funciona como o maestro da equipe e o principal caminho de gols. Além de criar jogadas tanto pela direita quanto pela esquerda, tem qualidade para finalizar. Fez parte do elenco que foi à Copa de 2002, mas não entrou em nenhuma das três partidas. Desta vez, em casa, será protagonista.

Segundo Bernardo, o governo estuda uma alternativa para o veto ao reajuste de 7,7%. "Ficou muito difícil, porque se ele vetar, não poderá fazer outro reajuste, vamos ter de ver qual é a alternativa para resolver esse problema.", disse o ministro. "Temos de dar um reajuste, porém não pode ser tudo isso que o Congresso está propondo", afirmou Mantega.
Bernardo disse ainda que seria importante para o governo dar um sinal claro de compromisso fiscal vetando não só a extinção do fator previdenciário, cálculo usado para reduzir o valor dos benefícios de quem se aposenta mais cedo, mas também o índice de reajuste. "O que nós assumimos o compromisso é dar 6,14%. O projeto que veio do Congresso não nos dá alternativa de vetar os 7,7% e voltar aos 6,14%. Então nós estamos estudando."
Em ano eleitoral, a votação de reajuste para aposentados se torna ainda mais sensível e potencialmente explosivo para o governo. Os parlamentares não querem se desgastar com o eleitorado nem aparecer votando índices menores de correção. Prova disso é que o reajuste maior foi aprovado pela Câmara e o Senado. Agora, a tarefa de contrariar os aposentados ficou nas mãos de Lula.

Foto: Roberth Romano/Ultra-X Images


França [Surpresa]
Como sobreviver sem Zinedine Zidane


O craque
Franck Ribéry
, 27 anos
Bayern de Munique (Alemanha)
Desconhecido na Copa de 2006, o habilidoso meia ofensivo logo se converteu no principal nome da seleção francesa. Ambidestro, alia velocidade pelas pontas com dribles desconcertantes, alternando-se pelos dois lados do campo. Chamam atenção as cicatrizes no rosto, marcas de um acidente de carro sofrido aos 2 anos.
O vice-campeonato mundial na Alemanha, quatro anos atrás, marcou o fim da geração mais vitoriosa do futebol francês, liderada por Zinedine Zidane. Daquele time que levantou a taça em 1998 e conquistou a Eurocopa de 2000, apenas Henry ainda faz parte da equipe. No papel, os novos Bleus prometem. Têm jogadores jovens e de destaque nos principais clubes europeus. Na prática, porém, o técnico Raymond Domenech ainda não conseguiu transmitir confiança. Favorita em seu grupo nas eliminatórias, a França só garantiu sua vaga na repescagem graças a um polêmico gol de Gallas, contra a Irlanda, depois de Henry ter ajeitado a bola com a mão.




Fique de olho
Yoann Gourcuff, 23 anos
Bordeaux (França)
Meio-campista habilidoso, capaz de dribles refinados e passes precisos. O estilo elegante lhe rendeu o apelido de Pequeno Zidane.


Foto: Roberth Romano/Ultra-X Images


México [Surpresa]
Experiência asteca

O craque
Cuauhtémoc Blanco
, 37 anos, do mexicano Tiburones Rojos, vai à sua terceira Copa na condição de herói da classificação. Fez história ao criar um drible em que prendia a bola com os dois pés e saltava para fugir da marcação.

A seleção mexicana teve dificuldades nas eliminatórias para chegar à sua quinta Copa do Mundo consecutiva. A classificação veio apenas depois da demissão do treinador sueco Sven Göran Eriksson, substituído por Javier Aguirre. O mexicano convenceu o veterano Cuauhtémoc Blanco a deixar a aposentadoria e liderar a legião de jovens talentosos que em 2005 conquistou o Mundial Sub-17. Capitaneada pelo barcelonista Rafa Márquez, a equipe asteca equilibra bem os setores ofensivo e defensivo. Pode ir longe.

Uruguai [Zebra]
Respeito histórico

O craque
Diego Forlán
, 31 anos, do Atlético de Madrid, é filho do ex-são-paulino Pablo Forlán. O atacante chama atenção pela frieza com que finaliza. Ambidestro, destaca-se também pela eficiência com a cabeça e pela ótima movimentação no gramado. Roberth Romano/Ultra-X Images

Há tempos longe de estar entre as principais forças da América do Sul, o Uruguai só chegou à Copa depois de vencer a Costa Rica na repescagem das eliminatórias. Mesmo sem avançar à segunda fase desde 1986, a seleção uruguaia ainda impõe respeito, sobretudo por contar com nomes de destaque, como Diego Forlán e Luis Suárez. A característica da equipe é a marcação forte, muitas vezes exagerada, personificada pelo capitão Diego Lugano, ex-São Paulo.