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quarta-feira, 16 de junho de 2010

GRUPO H

Espanha [Favorita]

Em busca de fôlego para os jogos do mata-mata


O craque

Xavi Hernández, 30 anos
Barcelona (Espanha)
Seja com a camisa azul-grená barcelonista, seja com a vermelha da Espanha, Xavi funciona como um metrônomo. Dita o ritmo do jogo com seus passes rápidos e lançamentos precisos e ainda cobra falta com maestria.

A conquista da Eurocopa, em 2008, pôs fim a uma longa fila de 44 anos sem títulos e à fama de amarelar em momentos difíceis. O sucesso espanhol pega carona na boa fase do Barcelona, sobretudo pelo bom momento da dupla Xavi e Iniesta, responsáveis pela qualidade nos passes e pela rapidez com que a bola chega aos atacantes. O sucesso dos jogadores em seus clubes, contudo, traz problemas. O excesso de jogos levou às baixas de Xavi, Fabregas e do atacante Fernando Torres, que chegam à Copa longe das condições ideais. O time é forte, mas já provou não ser infalível na Copa das Confederações, quando ficou apenas com o terceiro lugar. Sem seus principais nomes, perde muito - e ainda precisa provar que pode, sim, conquistar grandes troféus.

Fique de olho

Cesc Fabregas, 23 anos
Arsenal (Inglaterra)
Dono do meio-campo em seu clube, passa bem a bola e tem boa visão de jogo. Na Espanha, é um reserva de luxo, o 12º jogador.



Chile [Surpresa]

Depois do terremoto, a pátria de chuteiras


O craque

Humberto Suazo, 29 anos
Zaragoza (Espanha)
Quando perguntam a Suazo sua profissão, a resposta, divertida, vem na ponta da língua: "goleador". Herdeiro natural dos artilheiros Salas e Zamorano, tem boa noção de posicionamento e chuta com muita força. Para ganhar mais destaque, precisa apenas aprender a parar de discutir com árbitros, o que só prejudica a equipe.

Muito criticado quando foi anunciado para o comando da seleção chilena, o argentino Marcelo Bielsa teve a paciência necessária para provar que valia cada centavo pago por seus serviços. Terminou as eliminatórias em segundo lugar, atrás apenas do Brasil, e repôs a equipe em uma Copa depois de doze anos. Seu trabalho marcou o fim da era da dupla de atacantes Salas-Zamorano e lançou uma geração de jovens confiantes. A seleção vai à África do Sul empolgada e moralmente fortalecida: o torneio, após o terremoto do início do ano, tem servido de motivação aos jogadores, algo como uma faísca de felicidade em meio a tanta tristeza. É a psicologia a favor do esporte. Pode funcionar.

Fique de olho

Alexis Sánchez, 21 anos
Udinese (Itália)
Destaque no terceiro lugar no Mundial Sub-20, o atacante ganhou o apelido de Menino Maravilha pelos dribles fáceis e objetivos.




Suíça [Zebra]

Previsível como um relógio


O craque

Tranquillo Barnetta, 25 anos, do alemão Bayer Leverkusen, é um dos maiores talentos do futebol suíço na atualidade. Cumpre bem qualquer papel no meio-campo, mas rende melhor pelas laterais. Lembra David Beckham na bola e na pinta.

Os suíços chegam a sua segunda Copa consecutiva pela primeira vez desde 1966. Em 2006, na Alemanha, foram eliminados com duas vitórias e dois empates, sem sofrer gols. Composta de uma base formada em 2002 ainda nas categorias de base e repleta de bons valores, como Barnetta, Frei, Behrami e Senderos, a equipe se destaca pelo poder defensivo, mas é previsível e burocrática. A chegada do treinador Ottmar Hitzfeld, de 61 anos, é a arma que permite sonhar na briga com o Chile pela segunda colocação do grupo.

Honduras [Zebra]

Mera figuração

O craque

David Suazo, 30 anos, dividiu com Kaká o prêmio de melhor estrangeiro na Itália em 2006. Apelidado de A Pantera por sua velocidade, foi o primeiro centro-americano a levantar um título italiano, em 2008, pela Inter de Milão.

O retorno de Honduras a uma Copa do Mundo depois de 28 anos coroa uma geração que há tempos ganha espaço na Europa. É o caso do atacante Suazo, na Itália, e do volante Wilson Palacios, na Inglaterra. O técnico colombiano Reinaldo Rueda, de 53 anos, aposta que seu time fará mais do que apenas figuração na África do Sul. Chegar às oitavas é improvável, mas a forte marcação é certeza de dificuldades para os adversários. E quem tropeçar nos catrachos dificilmente passará de fase.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Grandes defesas do nosso goleiro


GRUPO G

Brasil [Favorita]

Pela primeira vez a defesa é mais celebrada que o ataque


O goleiro da Inter de Milão, vencedora da Liga dos Campeões, chega à África do Sul com a reputação de melhor do mundo


Zico, o maior jogador da história do Flamengo e um dos gênios do futebol brasileiro, já havia feito a ressalva quando o goleiro Júlio César começou a despontar como o grande destaque do Brasil nas eliminatórias. "Tem de tomar cuidado para não cair na rotina de nosso Júlio César ser sempre um dos melhores em campo, né?", disse. Zico incomodava-se com a prevalência de algo que não combina com a tradição do futebol brasileiro: a força defensiva. Preparemo-nos, porque pela primeira vez na história o Brasil chega à Copa com uma muralha quase intransponível, mais forte que o ataque. O trio da Inter de Milão - Júlio, além do zagueiro Lúcio e do lateral direito Maicon - parou Messi e Drogba na Liga dos Campeões. Juan, do Roma, e Michel Bastos, do Lyon, completam a turma de trás. Some-se a eles a proteção exercida pelos volantes Gilberto Silva, Felipe Melo e Elano, e eis o pacote fechado.

Nos 53 jogos sob o comando de Dunga até a convocação final para a Copa, o time não levou gols em trinta. Números que causam inveja até aos reis da retranca. "Dificilmente se vê uma equipe que não se preocupa com a defesa vencer alguma coisa. Por isso a brasileira se tornou a seleção mais forte que existe", diz Marcello Lippi, técnico campeão do mundo com a Itália em 2006.

E o brilho de outras Copas? Será difícil vê-lo em campo. Mas convém não esquecer os passes longos de Kaká, os dribles rápidos de Robinho e as finalizações oportunistas de Luis Fabiano. Gênios da bola? Não há - mas muito possivelmente eles não farão falta a uma seleção firme e dedicada, à semelhança de seu treinador, Dunga.

Os craques


Kaká, 28 anos
Real Madrid (Espanha)
Vai à sua terceira Copa do Mundo, a primeira como grande estrela. Desde o fiasco na Alemanha, foi eleito o melhor do mundo em 2007 e protagonizou a terceira transferência mais cara da história, pelo equivalente a 180 milhões de reais - mais caros que ele, somente o português Cristiano Ronaldo, também do Real, comprado ao Manchester United por 256 milhões de reais, e o francês Zinedine Zidane. Kaká tem arrancadas fulminantes e geométricas, mas vem de uma temporada abalada por uma série de lesões.
Luis Fabiano, 29 anos
Sevilla (Espanha)
Atacante completo e oportunista, chuta bem com os dois pés e é bom pelo alto. Aprendeu a domar o gênio forte e ganhou seu lugar na seleção depois da suada vitória sobre o Uruguai, em 2007, por 2 a 1. Desde então, virou intocável com a camisa 9 pela boa série de gols marcados, com destaque para a artilharia na Copa das Confederações.





Portugal [Surpresa]

A dura vida da ressaca pós-Felipão


O craque

Cristiano Ronaldo, 25 anos
Real Madrid (Espanha)
O português da Ilha da Madeira foi eleito o melhor do mundo em 2008. No Real, já fez muito mais que Kaká. Rápido, habilidoso e forte, é difícil de ser marcado. Raro jogador a resolver partidas sozinho - apesar da displicência.

A saída de Luiz Felipe Scolari do comando da seleção portuguesa deixou marcas. Acostumados a bons desempenhos nos tempos de Felipão, os torcedores ficaram apavorados com o risco de o país não participar da Copa. A vaga veio apenas na repescagem, contra a Bósnia. Além da partida do treinador brasileiro, deu-se também o fim da chamada "Geração de Ouro", de Luís Figo e Rui Costa. Agora, o desafio de bom desempenho está nos pés (espetaculares) e na cabeça (nem tanto) de Cristiano Ronaldo. Destaque também para o trio de brasileiros naturalizados: o meio-campista Deco, o zagueiro Pepe e o atacante Liedson.

Fique de olho

Liedson, 32 anos
Sporting (Portugal)
O ex-corintiano e ex-flamenguista, naturalizado português, pôs fim à falta de atacantes no time. Compensa a baixa estatura com ótima impulsão.

Costa do Marfim [Surpresa]

Eles incomodam muita gente


O craque

Didier Drogba, 32 anos, foi eleito pela revista Time um dos 100 homens mais influentes do mundo, por gritar contra as desigualdades marfinenses. O atacante do Chelsea se destaca pela movimentação, pelos chutes potentes e pela força física, mas perde a cabeça com facilidade.

Os Elefantes tentam em sua segunda Copa consecutiva mostrar por que tiram o sono dos adversários. No início do ano, o time caiu nas quartas de final da Copa Africana de Nações, resultado que custou a cabeça do técnico bósnio Vahid Halilhodzic, substituído pelo sueco Sven-Göran Eriksson. Apesar do pouco tempo de trabalho, ele ao menos conta com um time mais experiente e formado por grandes nomes do futebol europeu, como Drogba e Kalou (Chelsea), Touré (Barcelona) e Eboué (Arsenal).

Coreia do Norte [Zebra]

Metáfora da ditadura

O craque

Hong Yong Jo, 28 anos, é o mais bem-sucedido futebolista de seu país. Capitão da seleção, o atacante começou no clube do Exército e passou pela Sérvia antes de ajudar o Rostov a deixar a segunda divisão russa.

A Coreia do Norte retorna a uma Copa depois de 44 anos. Em 1966, venceu a Itália - num dos resultados mais surpreendentes de todos os tempos - e deu muito trabalho a Portugal (perdeu por 5 a 3, depois de estar ganhando por 3 a 0). Agora, como antes, o segredo é o mistério. A seleção é uma metáfora do país: fechada, militarizada e, do ponto de vista dos adversários, perigosa. Sabe-se apenas que a correria é imensa e a marcação, muito rigorosa. Mas é uma equipe ingênua.

Costa do Marfim e Portugal ficam no zero




Ronaldo: bom chute no primeiro tempo, mas pouco fez no segundo

Costa do Marfim e Portugal empataram por 0 a 0 na primeira rodada do grupo G. Os dois times se enfrentaram em Port Elizabeth, no estádio Nelson Mandela Bay, e faziam confronto decisivo, uma vez que as duas seleções almejam a classificação as oitavas de final.

O jogo foi equilibrado, especialmente no primeiro tempo. Portugal teve a primeira chance do jogo. Aos 10 minutos, Cristiano Ronaldo fintou e bateu de longe e a bola explodiu na trave. O português se lamentou, enquanto Didier Drogba ficou aliviado no banco, como mostrou a TV.

Pouco depois, Arouna Dindane bateu falta perigosa, assustando o goleiro Ricardo. Aos 16, Cheik Tiote chutou de longe e novamente levou perigo à meta portuguesa. O jogo, aos poucos, caiu de ritmo e ficou mais no toque de bola das equipes.

No segundo tempo, Costa do Marfim voltou ao jogo com mais vontade. Logo aos oito minutos, os Elefantes tiveram boa chance com Salomon Kalou, que chutou pela direita para tentar o gol, mas mandou fora.

Portugal chegou aos 12, em jogada de Deco pela esquerda, que cruzou para Liédson cabecear com perigo. Foi o melhor lance do centroavante na partida, que ficou isolado na frente.

Drogba, dúvida no início do jogo, veio para a partida aos 20 minutos do segundo tempo. O jogador usou uma proteção no braço. Aos 21, foi a vez da Costa do Marfim chegar de novo com um chute perigoso, dessa vez de Yayá Touré para fora, aos 21.

Drogab teve boa chance para marcar aos 43 minutos do sehundo tempo, quando recebeu uma boa bola dentro da área. O atyacante, porém, foi pressionado por Bruno Alves e acabou chutando desequilibrado e mandou para lateral.

Ficha técnica

Costa do Marfim 0x0 Portugal

Local: Estádio Nelson Mandela Bay, Port Elizabeth
Data: 15/06, terça-feira
Árbitro: Jorge Larrionda (URU)
Cartões amarelos: Didier Zokora, Guy Demel (Costa do Marfim), Cristiano Ronaldo (Portugal).

Costa do Marfim
1-Boubacar Barry; 20-Guy Demel, 4-Kolo Touré, 5-Didier Zokora e 17-Siaka Tiéné; 19-Yaya Touré e 21-Emmanuel Eboué (13-Romaric aos 43’/2ºT); 9-Ismael Tioté; 8-Salomon Kalou (11-Didier Drogba aos 20’/2ºT), 10-Gervinho (18-Kader Keita aos 37’/2ºT), 15-Aruna Dindane. Técnico: Sven-Goran Eriksson.

Portugal
1-Eduardo; 3-Paulo Ferreira, 6-Ricardo Carvalho, 2-Bruno Alves e 23-Fabio Coentrão; 16-Raul Meireles (17-Ruben Amorim aos 39’/2ºT) e 8-Pedro Mendes; 10-Danny (11-Simão 10’/2ºT), 20-Deco (19-Tiago aos 16’/2ºT) e 7-Cristiano Ronaldo; 9-Liédson. Técnico: Carlos Queiroz.

Nova Zelândia empata com Eslováquia no fim




Eslováquia e Nova Zelândia empatam

Nova Zelândia e Eslováquia estrearam na Copa do Mundo de 2010 nesta terça-feira e empataram por 1 a 1, em Rustenburg. Robert Vittek marcou o gol eslovaco, enquanto Reid empatou para os All Whites no último minuto de jogo.

Os neozelandeses participaram do Mundial apenas uma vez, em 1982. Enquanto a Eslováquia participa pela primeira vez desde sua independência.

Logo aos dois minutos de partida, a Nova Zelândia tentou marcar, com chute de Killen, para fora do gol. Em seguida, ele mesmo tentou cabecear, após cruzamento de Elliot, mas Mucha defendeu. Aos cinco a Eslováquia chegou pela primeira vez. Vladmir Weiss chutou bem pela direita da área, para defesa de Paston.

A partir daí, os eslovacos criaram algumas boas chances. Aos 16 minutos, Vittek chutou forte, por cima do gol. Ao 21, foi Hamsik quem bateu com muito perigo, para fora. Aos 27, a melhor chance da primeira etapa. Weiss tabelou com Sestak, o atacante chutou bem e a bola passou bem perto do gol de Paston.

Os All Whites voltaram a assustar aos 32 minutos, em chute de Killen. Mas a melhor chance da Nova Zelândia aconteceu aos 37, quando Smeltz chutou a bola na rede pelo lado de fora, após bom passe de Fallon. A última oportunidade da primeira etapa aconteceu aos 42 minutos, quando Hamsik chutou de fora da área, após cobrança de falta ensaiada, e obrigou Paston a fazer boa defesa.

Se o primeiro tempo não teve gols, a segunda etapa mal começou e Vittek já abriu o placar para a Eslováquia. Após cruzamento de Sestak, Vittek cabeceou forte para fazer 1 a 0. O atacante estava um pouco a frente dos zagueiros, impedido.

Vittek abriu o marcado para a Eslováquia

Depois do gol, a Eslováquia só voltou a assustar aos 19 minutos, em chute de Hamsik por cima do gol. Aos 23, em um contra-ataque rápido, Vittek só não marcou o segundo gol porque Reid conseguiu travá-lo na hora do chute. E foi Reid que surpreendeu ao marcar o gol de empate, de cabeça, aos 47 minutos.

O resultado deixa todos os times do grupo F empatados. Já que, na segunda-feira, Itália e Paraguai também empataram por 1 a 1. Na próxima rodada, a Itália pega a Nova Zelândia e a Eslováquia enfrenta o Paraguai. Os dois jogos acontecerão no dia 20.

Reid, aos 47 minutos, empatou para a Nova Zelândia

Ficha técnica

Nova Zelândia 1 x 1 Eslováquia

Local: Estádio Royal Bafokeng, Rustenburg
Data: 15/06, terça-feira
Árbitro: Jerome Damon (RSA)
Público: 23.871
Gols: Robert Vittek aos 5’/2T (Eslováquia); Winston Reid aos 47'/2T (Nova Zelândia)
Cartões Amarelos: Tony Lochhead e Winston Reid (Nova Zelândia); Zdenko Strba (Eslováquia)

Nova Zelândia
1-Mark Paston, 4-Winston Reid, 6-Ryan Nelsen, 19-Tommy Smith e 3-Tony Lochhead; 11-Leo Bertos, 5-Ivan Vicelich (21-Jeremy Christie aos 32’/2T) e 7-Simon Elliot;14-Rory Fallon, 10-Chris Killen (20-Chris Wood aos 26’/2T) e 9-Shane Smeltz. Técnico: Ricki Herbert.

Eslováquia
1-Jan Mucha, 5-Radoslav Zabavnik, 3-Martin Skrtel, 16-Jan Durica, 4-Marek Cech; 7-Vladimir Weiss (19-Jurai Kucka aos 45’/2T), 6-Zdenko Strba, 17-Marek Hamsik; 9-Stanislav Sestak (13-Filip Holosko aos 35’/2T), 11-Robert Vittek (15-Miroslav Stoch aos 38’/2T) e 18-Erik Jendrisek. Técnico: Vladimir Weiss.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Itália arranca empate com Paraguai




De Rossi corre para comemorar gol de empate

O campeão mundial de 2006 começou a Copa com dificuldades. A Itália iniciou a participação na Copa do Mundo de 2010 saindo atrás no placar, e tendo de arrancar um empate por 1 a 1 contra o Paraguai, no jogo que fechou o primeiro dia do grupo F no Mundial.

O primeiro tempo na Cidade do Cabo já começou concorrido. Logo aos 30 segundos de jogo, Riccardo Montolivo foi atingido na canela por Cristian Riveros e caiu no chão, com dores. No entanto, o meio-campista italiano logo se levantou.

Aos poucos, a Itália foi reagindo. Aos 11 minutos, Domenico Criscito cruzou da esquerda, e a zaga paraguaia afastou. E, aos 18, Gianluca Zambrotta levantou a bola na área, da direita, mas Alberto Gilardino não a alcançou, e ela saiu à direita do gol de Justo Villar.

O Paraguai só foi criar a primeira chance aos 20 minutos, quando, após cobrança ensaiada de escanteio, a bola sobrou com Riveros, que cabeceou. A bola resvalou num defensor italiano e saiu, para novo escanteio.

No entanto, aos 21 minutos, veio a maior chance italiana de gol. Enrique Vera falhou na saída de bola, e Montolivo tomou a posse dela no meio-campo. Entretanto, o camisa 22 italiano demorou para chutar, permitindo a recuperação da defesa paraguaia. Quando mandou o arremate cruzado, Montolivo mandou a bola para fora.

Partida foi muito truncada no primeiro tempo

No minuto seguinte, veio o Paraguai. Aos 22, após cruzamento, a bola sobrou com Aureliano Torres, que tentou arrematar para as redes. A bola, porém, saiu fraca, e foi pela linha de fundo, à esquerda do gol de GianlUigi Buffon. A Itália só voltou a responder numa sequência de escanteios. Num deles, aos 28, Claudio Marchisio cobrou escanteio da direita, e Antolín Alcaraz, na pequena área, tocou a bola para fora.

Porém, quando a Azzurra parecia tranquila em campo, a Albirroja abriu o placar. Aos 39 minutos, Torres cobrou falta pela direita, e a bola foi parar na cabeça de Alcaraz, que subiu sozinho e cabeceou no canto esquerdo de Buffon, abrindo o placar para a Albirroja.

Mesmo assim os paraguaios abriram o placar ainda na primeira etapa

No segundo tempo, a Itália perdeu um importante homem: com lesão muscular, Buffon deu lugar ao goleiro reserva, Federico Marchetti. Mas a Azzurra chegou primeiro ao ataque. Aos oito minutos, em cruzamento de Zambrotta para a área, a bola foi à segunda trave, e Simone Pepe tentou mandar a bola para o gol, com uma bicicleta. Porém, errou o alvo, e a bola foi para fora.

Depois, aos 10 minutos, o Paraguai veio. Vera recebeu passe, chegou à grande área pela direita e bateu perigoso, ao lado de Marchetti. A Itália devolveu no minuto seguinte: Montolivo cortou para o meio e bateu, da meia-lua, mas Villar agarrou a bola com segurança. Depois, aos 15, Mauro Camoranesi tentou cruzamento para a área, em direção ao gol, mas Villar se esticou e conseguiu a defesa.

Até que, aos 18 minutos, saiu o gol de empate italiano. Da direita, Pepe cobrou escanteio para a área. Villar saiu mal do gol, não alcançou a bola, e Daniele De Rossi apenas teve o trabalho de escorar para o gol, balançando as redes e empatando o jogo.

Motivada pelo empate, a Itália seguiu atrás da virada. Aos 25 minutos, Gilardino tentou chute na área, mas foi travado. Aos 35, Pepe recebeu passe de Antonio Di Natale e bateu para a defesa de Villar. E o goleiro paraguaio voltou a aparecer bem aos 39, quando Montolivo bateu forte e rasteiro para Villar espalmar. E a partida ficou mesmo no empate.

De Rossi, no entanto, empatou o jogo para os italianos

Ficha técnica

Itália 1x1 Paraguai

Local: Estádio Green Point, Cidade do Cabo
Data: 14/06, segunda-feira
Árbitro: Benito Archundia (MEX)
Gols: Antolín Alcaraz aos 39'/1T (Paraguai); Daniele De Rossi aos 18'/2T (Itália)
Cartões amarelos: Victor Caceres (Paraguai); Mauro Camoranesi (Itália)

Itália
1-Gianluigi Buffon (12-Federico Marchetti no intervalo); 19-Gianluca Zambrotta, 5-Fabio Cannavaro, 4-Giorgio Chiellini e 3-Domenico Criscito; 6-Daniele De Rossi, 22-Riccardo Montolivo, 15-Claudio Marchisio (16-Mauro Camoranesi aos 14'/2T), 7-Simone Pepe e 9-Vincenzo Iaquinta; 11-Alberto Gilardino (10-Antonio Di Natale aos 27'/2T). Técnico: Marcello Lippi.

Paraguai
1-Justo Villar, 6-Carlos Bonet, 21-Antolin Alcaraz, 14-Paulo da Silva e 3-Claudio Morel Rodríguez; 13-Enrique Vera, 15-Victor Caceres, 16-Cristián Riveros e 17-Aureliano Torres (11-Jonathan Santana aos 15'/2T); 18-Nelson Haedo Valdez (9-Roque Santa Cruz aos 24'/2T) e 19-Lucas Barrios (7-Oscar Cardozo aos 31'/2T). Técnico: Gerardo Martino

Camarões decepciona e Japão vence a primeira




Honda (centro) comemora o seu gol

O Japão venceu Camarões por 1 a 0 no estádio Free State, em Bloefontein, no segundo jogo do grupo E na Copa do Mundo, nesta segunda-feira. O gol da vitória foi marcado por Keisuke Honda, no final do primeiro tempo. Com o resultado, os japoneses ficam atrás da Holanda, que bateu a Dinamarca por 2 a 0 mais cedo, na classificação.

A seleção de Samuel Eto’o começou chegando mais ao campo de ataque no primeiro tempo, mas sempre com lances de bola parada. Com Eto’o aberto do lado direito e Pierre Webo como centroavante, o time criou pouco.

Camarões chegou ao ataque com mais força nas bolas paradas, especialmente pela meia esquerda. Aos poucos, o Japão ganhou espaço e passou aproveitar o espaço deixado por Benoit Assou-Ekoto do lado esquerdo da defesa dos africanos. O meia Daisuke Matsui aproveitava o espaço e dava trabalho ao lateral.

Em uma cobrança de lateral, Enoh recebeu e bateu de primeira de fora da área, aos 37, para defesa do goleiro japonês. Mas quem abriu o placar foi Keisuke Honda, um minuto depois. Matsui levantou a bola na área da direita, a bola passou por todo mundo e Honda teve tempo de dominar e tocar para as redes.

Camarões se aproximou do gol de empate aos três minutos. Eto’o, cercado por três, fez jogada de ponta e tocou para trás, para Choupo-Moting bater mal para fora. Foi a melhor chance de Camarões no jogo.

Aos 36 minutos, o capitão Makoto Hasebe arriscou uma bomba de fora da área, que obrigou Soleymanou Hamidou a se esforçar muito para defender. No rebote, Shinji Okazaki, que entrou no segundo tempo, chutou na trave, mas o lance estava parado porque o atacante estava impedido.

Aos 40 minutos, Camarões chegou perto de novo. Stephane Mbia chutou fort e a bola balançou o travessão. Honda também assustou em chute de fora, que o goleiro Hamidou quase largou e tomou um frango.

Ficha técnica:

Japão 1x0 Camarões

Local: Estádio Free State, Bloemfontein
Data: 14/06, segunda-feira
Árbitro: Olegário Benquerença (POR)
Gol: Keisuke Honda aos 38’/1T
Cartões amarelos: Nicolas Nkoulou (Camarões); Yuki Abe (Japão)

Japão
21-Eiji Kawashima; 5-Yuto Nagatomo, 22-Yuji Nakazawa, 4-Marcos Tulio Tanaka e 3-Yuichi Komano; 2-Yuki Abe e 17-Makoto Hasebe (20-Junichi Inamoto aos 42'/2T); 8-Daisuke Matsui (9-Shinji Okazaki aos 24'/2T), 18-Keisuke Honda e 7-Yasuhito Endo; 16-Yoshito Okubo (12-Yoshito Yano aos 36'/2T)). Técnico: Takeshi Okada.

Camarões
16-Souleymanou Hamidou; 19-Stephane Mbia, 5-Sebastien Bassong, 3-Nicolas N'Koulou e 2-Benoit Assou-Ekotto; 21-Joel Matip (10-Achille Emana aos 18’/2T), 11-Jean Makoun (8-Njitap Geremi aos 30'/2T) e 18-Eyong Enoh; 9-Samuel Eto'o, 15-Pierre Webó e 13-Choupo-Moting (17-Mohamadou Idrissou aos 30'/2T). Técnico: Paul Le Guen.

Confira o gol: